SALTO SEM CORDA
terça-feira, 16 de junho de 2015
terça-feira, 1 de abril de 2014
Terra devastada
A quem interessar, segue algumas instruções da destruição voluntaria da sua alma. Coloco em ordem cronologica para referência própria.
Primeira e mais importante, abandone qualquer forma de decisão sobre você e o mundo que o cerca, deixe até a decisão mais simples sob encargo de terceiros, afinal ninguem sabe cuidar da própria vida então tendem a cuidar da vida alheia.
Segundo, vá matando gradativamente seus sonhos, nesse processo morre também sua criança interior. Comece deichando para amanhã tudo aquilo que você deveria fazer hoje. Sonhos requerem atitude, sem ela, tudo em sua vida virará uma bola de neve quase impossível de se desmanchar.
Terceiro, sinta raiva. Comece tendo raiva de você por ser imcapas de concluir nada por não ter atitude. A raiva e consequentemente a frustração serão o maior combustivel para a aniquilação da sua alma.
Eu sei que para muitos estou sendo sarcastico e até mesmo redundante. Se não gostou, fodasse!
Att
DS.
quarta-feira, 5 de março de 2014
Leveza
sábado, 22 de fevereiro de 2014
terça-feira, 11 de fevereiro de 2014
Acordado
Nos últimos meses tem sido difícil sonhar. As noites aparentam muito curtas e após erguer o corpo para o trabalho, a sensação é de flutuar em leite. Tudo ainda é um pouco embaçado e a percepção é a de um bêbado.
A coisa toda vai se arrastando até umas dez da manhã. De fato, meu cérebro não funciona em horário comercial (risos).
Quando vou dormir, há a dificuldade de relaxar, pois a cabeça começa o processo de agendar a sequência de eventos previstos para a manhã seguinte...
Ho meu Deus! Virei um zumbi!
sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014
Fragmentando
Dói não poder fazer tudo que se gosta de uma vez... Amo as artes, toda vez que vejo uma peça ou musical, sinto aquela velha magia subir pelos pés e tomar meus pulmões. Isso me faz lembrar, quero assistir novamente O Poeta e as Andorinhas.
Mas nos últimos tempos tenho pouco tempo até para o mais simples ato que é da abstração de esboçar um desenho. Pouco tempo dormindo e sem conseguir planejar os próximos passos, sigo nessa roda que me fragmenta.
Estou apaixonado pelo meu emprego, meus companheiros de trabalho, os tomo com muita estima e os admiro.
Não é o trabalho... tenho medo de me tornar outra coisa, de morrer e não mais existir, ser apenas um corpo trabalhante que traz os proventos para o lar e volta e meia traceja um sorriso na face.
E se eu morri mesmo?
Quem sou eu agora? E agora? E agora?
Tenho saudade de alguma coisa que eu fui mas não lembro ao certo. A vontade de gritar me sufoca e isso faz despertar em mim o pior... Tenho medo do que posso vir a me tornar. Pode não haver volta...
Talvez morrer novamente seja uma saída...